Helena saiu de casa sem olhar para trás.
A porta ainda estava aberta quando seus pés já tocavam a rua vazia, guiados apenas pelo desespero que queimava dentro do peito. O ar da madrugada era frio, mas ela não sentia nada além do peso esmagador da culpa.
Natasha havia sumido.
E Helena sabia exatamente por quê.
Cada passo que dava parecia um castigo. Sua mente repetia sem parar o momento em que aceitara o dinheiro, o momento em que acreditara que conseguiria resolver tudo sozinha, o instante em q