O silêncio dentro da casa era pesado demais para ser natural.
Parecia ter peso, forma, presença. Como se a própria morte ainda permanecesse ali, ocupando cada canto do ambiente.
Dante permanecia imóvel ao lado da cama onde haviam colocado o corpo da mãe de Natasha. As cortinas finas deixavam entrar uma luz pálida da manhã, iluminando parcialmente o rosto da mulher. Agora, sem vida, seus traços pareciam mais suaves — quase serenos — mas a marca do último instante ainda permanecia ali.
O choque.