(VERSÃO DE LUCAS )
Saí da praça sem olhar pra trás.
Nem sei por quanto tempo fiquei andando. Só lembro de colocar as mãos no bolso, a cabeça baixa, chutando qualquer pedra que aparecia no caminho, como se aquilo fosse resolver alguma coisa. Mas não resolvia. Nada resolvia.
A voz da Ana ainda ecoava na minha cabeça, misturada com o jeito que ela me olhou antes de ir embora. Aquilo me incomodava mais do que qualquer outra coisa. Não era nem o que ela falou. Era o jeito. Como se ela já estivesse…