A porta do quarto do hospital se abriu.
Minha mãe estava sentada na cama, o rosto pálido, mas os olhos brilhando. Ela sorriu quando me viu, estendendo as mãos na minha direção. Eu sentei ao lado dela, segurei os dedos frios e ossudos. Apertei com cuidado, com medo de machucar.
— Filha, você voltou. — A voz dela era fraca, mas tinha uma energia nova. Uma esperança.
— Sempre volto, mãe.
— Os médicos disseram que vou receber alta amanhã. — Ela apertou meus dedos. O sorriso se alargou. — Vou p