GABRIEL
— Você está sozinho — ela disse. — Sempre esteve. Sempre vai estar.
Olhei para o dedo dela no meu peito. Lembrei de Melissa. Do jeito que ela se afastava quando eu chegava perto. Do jeito que ela tremia quando eu tocava nela.
Não era igual. Nada era igual.
O toque de Camila era leve, calculado, vazio. O toque de Melissa — quando eu a beijei, quando segurei o rosto dela — era trêmulo, confuso, cheio de coisas que ela não queria sentir.
Ela não queria sentir. Mas sentia.
Eu tamb