Marcos sempre acreditou que algumas dores não precisavam de nome para serem sentidas.
O silêncio tinha peso.
O corpo tinha linguagem.
E a Júlia… ela estava falando sem dizer nada.
Nos últimos dias, ele tinha visto a forma como ela respirava — como quem carrega algo grande demais dentro do peito. Vira como ela segurava o café com as duas mãos. Como olhava para o nada no meio de uma frase. Como apertava os lábios quando pensava que ninguém estava vendo.
Ele sabia reconhecer isso.
Ele já tinha vis