Capítulo 44 — O Castelo e o Espelho
A cidade ainda dormia quando o vento, depois de atravessar a casa branca e roçar de leve a pétala dourada sobre a mesa, seguiu adiante como quem recorda um itinerário antigo. Desceu a encosta, cruzou o cais silencioso, ganhou o mar como um barco invisível e, do outro lado de todas as distâncias, subiu uma colina que não existe em nenhum mapa. No alto, ergue-se um castelo que o tempo não consome — não por milagre, mas por função. É o lugar onde a memória se ve