A roda-gigante parou suavemente, o mundo voltando a estabilizar-se sob os nossos pés. Descemos da cabine, o ar da noite de São Paulo mais fresco agora, mas eu sentia-me aquecida por dentro. A adrenalina da montanha-russa tinha dado lugar a uma euforia leve, daquelas que nos fazem sentir que flutuamos mesmo em terra firme.
Caminhámos em direção à saída do parque vazio, as luzes coloridas a piscar apenas para nós. Eu bocejei, cobrindo a boca com a mão, o cansaço da viagem e do fuso horário de Tóquio finalmente a começar a cobrar o seu preço, misturado com o relaxamento pós-adrenalina.
Pedro parou imediatamente. Ele olhou para os meus pés, calçados nos tênis brancos que ele me deu, e depois para o meu rosto. — Cansada? — perguntou ele, um sorriso de canto a surgir.
— Um pouco — admiti, sorrindo. — Mas valeu cada segundo.
Ele não disse nada. Simplesmente virou-se de costas para mim e agachou-se um pouco, oferecendo os ombros largos. — Vamos. Suba.
Eu ri, incrédula. — Pedro, você está