SÃO PAULO
A aterragem em Guarulhos foi suave, mas o meu coração estava em turbulência. Eu não avisei a hora exata, mas sabia que Marcus estaria lá. Atravessei o terminal privado com o passo firme, a minha mala de mão a rodar atrás de mim, a armadura de CSO de volta ao lugar.
Quando as portas de vidro se abriram para a pista, vi o SUV preto habitual. Marcus estava ao lado da porta traseira, impecável. — Bem-vinda de volta, Senhora Clark.
Ele abriu a porta. Eu preparei-me para entrar e me afundar no banco de couro vazio, pronta para pedir para ir para casa. Mas o banco não estava vazio.
Pedro estava lá.
Ele estava sentado nas sombras do interior do carro, vestido não com o terno habitual, mas com uma calça preta e uma camisa de colarinho aberto, as mangas arregaçadas, revelando os antebraços fortes. Ele parecia... elétrico. Tinha os olhos fixos na porta, esperando por mim.
— Pedro? — o meu fôlego falhou.
Ele não disse nada. Estendeu a mão, puxou-me para dentro do carro e fechou a