PEDRO
O terceiro dia nas Maldivas foi perfeito. Tão perfeito que começou a me irritar.
Tínhamos nadado, comido, feito amor em todos os cômodos da villa, lido livros e ficado em silêncio a olhar para o mar. Para a maioria dos mortais, era o paraíso. Para nós? Era a antecâmara do tédio.
Eu estava deitado na espreguiçadeira do deck, girando uma ficha de pôquer entre os dedos (um hábito nervoso que eu trouxe na mala). Isabella estava ao meu lado, lendo um artigo sobre inteligência artificial no