Pousamos em são Paulo.
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A chuva em São Paulo caía como uma cortina de chumbo, isolando o nosso SUV blindado do resto do mundo. Lá fora, era caos, trânsito e cinza. Mas ali dentro, no banco de couro com cheiro de sândalo e segurança, existia apenas uma paz dourada e frágil.
Pedro dispensou o mundo. O laptop foi fechado. O celular, silenciado. Ele me puxou para o centro do banco, ignorando a trava do apoio de braço, e me aninhou contra o peito dele. Senti a rigidez habitual dos ombros dele