PEDRO
As portas duplas da emergência abriram-se com um estrondo.
Eu corria ao lado da maca, a minha mão ainda a segurar a dela, recusando-me a soltar, mesmo enquanto corria, tropeçando nos meus próprios pés, o sangue dela a tornar as minhas solas escorregadias no linóleo branco do hospital.
— Trauma craniano grave! Hemorragia interna! PA 6 por 4 e caindo! — gritava um médico, em cima da maca, bombeando o peito dela. — Sala de Trauma 1! Agora!
— Salvem-na! — A minha voz era um rugido quebrad