O serviço de quarto chegou trinta minutos depois. O carrinho prateado trazia hambúrgueres, batatas fritas e uma garrafa de vinho tinto que, provavelmente, custava mais do que a minha primeira faculdade.
Pedro dispensou o garçom na porta. Ele já tinha tomado um banho rápido para tirar o suor da nossa "viagem" no carro e vestia apenas uma calça de moletom cinza que ficava baixa nos quadris, o peito nu e o cabelo úmido caindo na testa. Eu estava envolta no roupão felpudo do hotel, sentada no tapete macio da sala, com as pernas esticadas, o corpo ainda vibrando com o eco do que fizemos no banco de trás do SUV.
Ele empurrou o carrinho para perto de mim, sentou-se no chão ao meu lado e me entregou um prato.
Não havia música. Não havia telefones tocando. Apenas nós dois e o cheiro de comida quente de conforto.
Dei a primeira mordida no hambúrguer e soltei um gemido de satisfação que não tinha nada de sexual, apenas pura fome.
— Melhor do que o jantar com o Vane? — Pedro perguntou, morde