A quinta-feira amanheceu sem abraço.
Rafael acordou primeiro. O espaço entre eles na cama era pequeno… mas perceptível. Amélia estava virada para o outro lado. Ele pensou em tocá-la. Não tocou.
Desceu para a cozinha.
Ela apareceu minutos depois, já arrumada demais para alguém que ainda estava magoada.
— Bom dia — ela disse, neutra.
— Bom dia.
O café foi silencioso.
Até que ela quebrou.
— Você não precisava ter ido ao Nocturne ontem.
Ele ergueu os olhos.
— Eu sempre vou.
— Não. Você vai quando q