O local escolhido por Rafael ficava a poucos minutos dali. Um wine bar discreto, escondido entre prédios antigos, com iluminação baixa, música suave e mesas bem espaçadas — perfeito para quem queria conversar sem pressa. Assim que entraram, foram conduzidos a um canto mais reservado, longe do movimento principal.Amelia se sentou, observando o ambiente com curiosidade tranquila.— Você escolheu bem — comentou. — É… aconchegante.— Gosto de lugares assim — Rafael respondeu, tirando o blazer com naturalidade. — Onde dá pra ouvir a própria voz.O garçom se aproximou, educado e atento. Rafael pediu um dos melhores vinhos da casa, um tinto encorpado, recomendado para noites longas. Amelia concordou com um leve aceno, confiando na escolha dele.Quando as taças chegaram, brindaram quase instintivamente.— Às boas surpresas — Rafael disse.— Às noites inesperadas — Amelia completou, tocando levemente a taça na dele.O vinho aqueceu o clima e soltou as palavras.— Então… — Rafael começou, apoi
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