A luz suave do amanhecer atravessava as cortinas da cobertura quando Rafael abriu os olhos. Por alguns segundos, ele apenas observou. Amélia dormia tranquila ao seu lado, os cabelos espalhados pelo travesseiro, o rosto sereno de quem havia se permitido sentir sem medo. Ele passou os dedos levemente pelo braço dela, quase com receio de acordá-la — mas com um sorriso inevitável nos lábios. Era sábado. E, pela primeira vez em muito tempo, ele não sentia pressa. Com cuidado, levantou-se da cama e foi até a cozinha. Preparou café fresco, cortou frutas, organizou algumas torradas, pegou geleia e suco. Não era apenas um café da manhã. Era um gesto. Minutos depois, voltou para o quarto com a bandeja nas mãos. — Bom dia… — disse baixinho. Amélia abriu os olhos devagar, ainda sonolenta, e quando percebeu a bandeja, abriu um sorriso encantado. — Você fez isso pra mim? — Pra nós. Ela se sentou na cama, ajustando o lençol ao redor do corpo. O clima era leve. Confortável. Íntimo. Enquan
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