O silêncio do escritório era cortado apenas pelo tique-taque impiedoso do relógio de parede. As paredes frias e elegantes, cobertas com painéis escuros e detalhes em dourado, pareciam observar com julgamento o homem que se encontrava atrás da imensa mesa de carvalho. Derick mantinha os olhos cravados no relógio, como se pudesse, por pura força de vontade, fazê-lo parar. Os ponteiros marcavam nove e quinze.
Ele apertou os punhos.
“Nove e quinze”, murmurou com desdém. “Claro que está atrasada. Se