O som das teclas era suave.
Ketlyn digitava devagar, como se cada palavra ainda fosse uma ferida que aprendia a cicatrizar. Mas o cursor não parava. As páginas se acumulavam. Um capítulo por vez. Uma lembrança por vez.
Ela não contou tudo. Mas contou o que doía.
E também o que curava.
O livro foi publicado no outono. Um título simples: O que restou depois da queda. Nenhuma foto na capa. Nenhuma pose forçada. Só as palavras — cruas, reais, sem filtro.
Nos primeiros dias, duvidou que alguém fosse