Duas semanas haviam se passado desde a cirurgia, e Hanna já estava em casa. Correndo pelo quintal, gargalhando, com os cabelos esvoaçando ao vento e os pés descalços tocando a grama como se nunca tivesse conhecido uma cama de hospital. Era uma imagem quase irreal, como se o tempo tivesse voltado atrás para devolver à menina sua infância interrompida. A recuperação havia sido rápida, quase milagrosa, um sopro de esperança em meio ao caos. A cirurgia cicatrizará perfeitamente e os médicos dissera