O elevador descia devagar, mas para Sophia, era como estar em queda livre.
Cada número que se apagava no visor luminoso era uma ferida que se abria em silêncio. Como se cada andar deixado para trás levasse consigo mais um pedaço do que restava dela. O corpo doía, mas não era dor física. Era uma dor surda, cravada em seu peito, rasgando suas entranhas como lâminas invisíveis.
A dor de ter sido deixada. De ter sido descartada. De ter sido… amada por alguns instantes e, logo em seguida, renegada c