O apartamento de Giovanni estava mergulhado em um silêncio absoluto, como se cada parede compartilhasse de seu vazio. A única coisa que se movia era o gelo, derretendo devagar no fundo de um copo de cristal, deixando pequenas rachaduras sonoras no silêncio imóvel.
Giovanni andava pela sala com a precisão de um homem que já havia transformado o ato de viver em um mecanismo automático. A camisa social preta se moldava ao corpo como uma armadura. O relógio de ouro ajustado ao pulso. Os cabelos pen