A varanda do meu quarto era o único lugar da casa que ainda me abraçava.
Talvez fosse por causa da vista: o jardim vasto, cheio de árvores antigas que dançavam com o vento suave. Ali, o mundo ainda parecia um pouco bonito.
Inspiro fundo, tentando acalmar o que insiste em pulsar dentro de mim.
Mika.
A lembrança dela vem como uma lâmina gelada.
A imagem do vídeo ainda me persegue. Tão diferente… tão frágil. Assustada. Sozinha. Um medo que eu nunca imaginei ver naquela mulher.
Ela está aqui.