Sou colocada na cama com cuidado. Leonardo ajeita o edredom sobre meu corpo como se o gesto fosse me proteger do mundo — mas o que me destrói não está fora. Está aqui, preso dentro de mim.
Ele se abaixa, seus lábios tocam meu ombro num gesto suave, íntimo… e uma vontade avassaladora de chorar rasga meu peito de novo. Do tipo que nem dá para conter.
— Depois do banho eu volto para ficar com você.
Assinto, apertando com força a coberta contra meu corpo. Como se aquilo fosse capaz de segurar o que