Era exatamente onze da noite.
E eu estava inquieta. Inquieta de um jeito que nem o silêncio resolvia.
Meus olhos vagavam pela escuridão dos fundos da casa de Leonardo.
Ele ainda não havia voltado.
Mais cedo, me ligou dizendo que chegaria à noite, mas a noite já havia chegado. E ele nada.
Rita dormia no quarto ao lado.
E eu seguia no sofá da varanda dos fundos, imóvel, com o celular pesando na minha mão como se fosse uma bomba prestes a explodir.
As mensagens de Long ainda estavam na tela.
Ele e