Capítulo 68, esperança de dias melhores.
Lua
O silêncio da noite em Boston parecia mais denso do que nunca. A casa estava tranquila — Sol já dormia no quarto dela, e eu caminhava descalça pela sala, segurando uma xícara de chá que já havia esfriado. Mas dentro de mim não havia paz. Havia uma mistura de inquietação e medo que crescia a cada dia.
Eduardo estava sentado no sofá, revisando alguns papéis, mas percebi que seus olhos não estavam realmente nas folhas. Ele também estava em alerta, mesmo que não admitisse.
— Posso falar com voc