Capítulo 113, Depois da tempestade.

Visão de Eduardo

O sol do Rio de Janeiro ainda não havia nascido quando eu acordei.

A insônia tinha virado companheira fiel desde que o julgamento acabou.

Mesmo com a sensação de dever cumprido, algo dentro de mim parecia inquieto — uma mistura de cansaço, saudade e urgência.

Hoje eu voltava pra casa.

Pra Lua.

Pra Sol.

Pra minha pequena Ester.

Abri a janela do quarto do hotel e deixei o vento quente da madrugada entrar.

As luzes da cidade ainda piscavam preguiçosas, e lá embaixo, o mar parecia
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