(Eduardo Duarte Galvão)
Nunca tive tanta dificuldade em controlar meu próprio olhar quanto naquela noite.
Quando a vi entrar no salão, por um segundo esqueci de respirar. Lua não caminhava, ela flutuava. O vestido negro, colado nas curvas certas e solto onde devia, fazia parecer que ela não pertencia àquele mundo comum de boletos e preocupações. E, ao mesmo tempo, era justamente isso que a tornava única: ela não tinha ideia do efeito devastador que causava.
Minha intenção, desde o início, fora