Lorena
Acordei com o canto do galo e o cheiro de café fresco vindo da cozinha. O sol nem tinha dado as caras direito, mas Dona Cleusa já tava de pé, cantando baixo uma música antiga enquanto mexia a colher de pau na panela.
A vida aqui era lenta, mansa. Bem diferente da prisão disfarçada de castelo onde eu cresci. Mas, de algum jeito, ela me abraçava. Sem perguntas. Sem cobrança. Era acordar, varrer o quintal, ajudar na horta, caminhar na praia, dar aula pras crianças, escrever umas linhas no c