Kaique
Com o tempo, o silêncio virou rotina. Mas não era aquele silêncio tranquilo, de paz conquistada. Era um silêncio sufocado, pesado, tipo tiro que não acerta, mas passa raspando e deixa o susto preso no peito.
A ausência da Lorena... mano, ela virou tipo uma dor crônica. Não doía o tempo inteiro como antes, mas quando doía, era tipo pontada na alma. Latejava. Igual machucado mal cicatrizado. Eu podia até andar ereto, peito estufado, dedo no gatilho. Mas por dentro? Por dentro eu tava um ca