Laís
Ela ainda sentia os dedos dele na cintura, mesmo depois da música acabar. O toque de Eduardo era quente, firme, mas não invasivo. Era o tipo de toque que dizia “eu estou aqui”, e isso bastava para desestabilizá-la por dentro.
Eles estavam parados um de frente para o outro, ainda sem conseguir sair da roda da quadrilha, quando o barulho do mundo voltou — risadas, passos, crianças gritando por algodão-doce. Mas entre eles, havia um silêncio denso, cheio de palavras não ditas.
— A gente devia