Laís
A tarde de terça-feira caiu sobre Santa Amora com um vento morno, carregado de cheiros de terra molhada e folhas secas. No quintal de Dona Tereza, as jabuticabeiras balançavam como se quisessem ouvir segredos. Laís estava sentada na varanda, com o caderno aberto no colo, quando ouviu o portão ranger. Era Eduardo.
Ele entrou devagar, como quem respeita o território, mas seus olhos procuraram os dela de imediato. Carregava duas latas de refrigerante e um saco de biscoitos, como adolescente