Milão era uma vitrine de luxo e fachada. Enzo sabia disso melhor do que qualquer um. Sentado à mesa de um restaurante chique na zona nobre, girava o copo de vinho sem beber, os olhos fixos na taça como se ela fosse esconder a verdade que ele caçava havia semanas.
Uma mulher elegante sentou-se de frente para ele. Alta, cabelo escuro preso com perfeição, olhar felino. Um Scarlatti. Era o que ela não dizia, mas transpirava.
— Agradeço por aceitar me encontrar — disse Enzo, contido.
Ela sorriu com