Capítulo 37

​• LYA •

​Ter o Lourenzo Villar sentado no meu sofá, a comer uma queijada feita pela minha mãe e a aquecer as mãos na nossa lareira de pedra, era a visão mais surreal que os meus olhos já tinham processado. Parecia que um quadro de arte moderna e minimalista tinha sido pendurado, por engano, numa parede de uma casa de campo rústica. Ele era demasiado grande, demasiado elegante e demasiado... intenso para aquela sala.

​O pior de tudo era que eu não conseguia parar de o observar. Observ
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