Mundo ficciónIniciar sesiónDurante seis anos, Elena acreditou que o destino nunca cometia erros. Marcada pela Lua como companheira do Alfa Kael Draven, ela dedicou sua vida ao homem que amava, esperando pelo dia em que ele finalmente olharia para ela da mesma forma. Mas uma única noite muda tudo. O retorno de uma mulher do passado faz antigos sentimentos despertarem, velhos segredos voltarem à superfície e coloca Elena diante da decisão mais difícil da sua vida. Entre mentiras, poder e um amor que parece impossível de salvar, ela descobrirá que nem todo vínculo é suficiente para manter duas almas unidas. E Kael aprenderá da pior forma que algumas pessoas só revelam o seu verdadeiro valor... quando já é tarde demais.
Leer másOs primeiros raios de sol atravessavam as janelas da cobertura quando Elena desceu para o café da manhã. Na noite anterior, dormira melhor do que imaginava. Talvez porque, pela primeira vez em muito tempo, tivesse aceitado que não podia obrigar ninguém a amá-la. Agora sua prioridade era outra. Seu filho. Ao entrar na sala de jantar, encontrou Evelyn e Marta conversando. — Bom dia, minhas favoritas. — disse Elena, sorrindo. — Bom dia, querida. — respondeu Evelyn, abrindo os braços para um abraço. Marta colocou uma xícara de chá sobre a mesa. — Fiz chá de gengibre. Achei que ajudaria com os enjoos. Elena sorriu. — Você me conhece bem demais. Sentou-se à mesa. Minutos depois, Kael entrou. Seu olhar encontrou Elena imediatamente. Era automático. Algo que ele próprio ainda não havia percebido. — Bom dia. — Bom dia. — respondeu Elena, sem levantar os olhos da xícara. Kael sentou-se em silêncio. Selene entrou logo atrás. — Dormiram bem? Ela ocupou novamente a cadeira a
Selene Assim que a porta do quarto se fechou, Selene arrancou os saltos dos pés e os jogou contra a parede. O barulho ecoou pelo cômodo. Seu peito subia e descia rapidamente. — Droga... Ela caminhou até a janela. Lá embaixo, os jardins da cobertura estavam silenciosos. Tudo havia saído exatamente como planejado. Ou pelo menos deveria. Ela fizera Kael acreditar que Elena estava cada vez mais próxima de Dante. Esperava vê-lo indiferente. Ou, no máximo, irritado. Mas não. Ele fora atrás da esposa. Isso nunca acontecia. Selene fechou os olhos. Lembrou da expressão dele quando voltou da fundação. Não havia raiva. Havia... confusão. E isso era muito pior. Pegou o celular da mesa de cabeceira. Discou um número que jamais aparecia salvo. A ligação foi atendida rapidamente. — Fale. A voz masculina era fria. Sem emoção. Selene respirou fundo. — Ele está mudando. Silêncio. — Explique. — Kael foi atrás dela. Achei que a fotografia fosse afastá-los ainda mais. Mas
Kael permaneceu parado ao lado da caminhonete. Por alguns segundos, apenas observou. Elena ria de alguma história contada por Dante. Era um sorriso leve. Sem esforço. Sem tristeza. Havia muito tempo ele não a via sorrir daquela forma. Seu peito apertou. Seu lobo deu um passo à frente dentro dele, inquieto. Como se dissesse que aquele lugar... ao lado dela... lhe pertencia. Respirando fundo, Kael caminhou até os dois. Dante foi o primeiro a notá-lo. Levantou-se imediatamente. — Alfa. Kael fez apenas um breve aceno. Seus olhos permaneceram em Elena. Ela também se levantou. — Aconteceu alguma coisa? A voz dela era calma. Educada. Sem a ansiedade de antes. Sem aquele brilho de quem sempre esperava por ele. Aquilo o incomodou. — Vim buscar você. Elena franziu levemente a testa. — Buscar? — Sim. Já está escurecendo. Ela olhou para o relógio. Depois para as últimas caixas que ainda precisavam ser organizadas. — Ainda não terminei. Antes, ela teria largado tudo
O dia amanheceu ensolarado na Alcateia Draven. Depois da consulta, Elena parecia mais leve. Ainda carregava o envelope onde Liam escrevera "É um menino." dentro da bolsa, como se aquele pequeno pedaço de papel fosse um tesouro. Na fundação, dezenas de voluntários organizavam uma grande campanha de arrecadação para famílias que haviam perdido suas casas durante os últimos ataques da Matilha Rubra. Elena caminhava entre as mesas conferindo cada detalhe. — As roupas infantis ficam naquela prateleira. — Os alimentos vão para o depósito principal. — Os brinquedos deixem separados. Quero entregar pessoalmente às crianças. Ela conhecia cada família pelo nome. Cada história. Era impossível passar pela fundação sem perceber o quanto aquela mulher era amada. --- Por volta das dez horas da manhã, uma caminhonete preta entrou pelo portão principal. No reboque, caixas e mais caixas de doações. Victor desceu primeiro. Logo atrás dele veio Dante Volkov. — Trouxemos a ajuda prometida





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