Capítulo 38

​​O silêncio que se seguiu à minha aceitação não era o silêncio vazio de antes. Era algo denso, carregado de uma eletricidade que fazia os pelos dos meus braços eriçarem-se. O Lourenzo ainda estava perto, demasiado perto. A mão dele, que antes apertava o meu braço, tinha deslizado suavemente para o meu pulso, e eu conseguia sentir o calor da sua palma contra a minha pele, um contraste vibrante com o ar que começava a arrefecer agora que a lareira se reduzia a brasas.

​Ele olhava-me de uma
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