Mundo de ficçãoIniciar sessãoLily Andrade tem três talentos especiais: resolver problemas de última hora, sobreviver ao caos corporativo… e irritar profundamente o próprio chefe. Nathan Vasconcelos, CEO da American Group, é conhecido por três coisas: inteligência absurda, controle absoluto e uma habilidade impressionante de destruir qualquer reunião com um simples olhar frio. Eles não se suportam. O problema? Um contrato milionário depende da imagem de estabilidade do CEO… e, por algum motivo totalmente fora de controle, os investidores agora acreditam que Nathan está noivo. Da própria assistente. Agora, para salvar o maior negócio da empresa, Lily e Nathan precisam fingir um relacionamento perfeito. O plano parece simples. Apenas algumas regras básicas: • morar juntos • parecer apaixonados • convencer todo mundo de que o casamento é real • e, acima de tudo… não se apaixonar O problema é que Lily tem um talento natural para arruinar todos os planos de Nathan. Especialmente quando ela começa a contar histórias embaraçosas sobre ele em jantares importantes. Ou quando um beijo “apenas para manter a aparência” dura tempo demais. Ou quando morar com o chefe arrogante começa a ficar… perigosamente divertido. Entre contratos absurdos, discussões sarcásticas e um acordo que claramente saiu do controle, Lily está prestes a descobrir que alguns erros profissionais podem ser muito mais complicados do que parecem. Especialmente quando envolvem um casamento falso… e sentimentos muito reais.
Ler maisTinha três coisas que eu era realmente boa nessa vida.
1. chegar atrasada 2. causar problemas (sem querer) 3. irritar Nathan Vasconcelos O primeiro geralmente era consequência do segundo. Já o terceiro... era um dom natural. Nathan Vasconcelos era meu chefe. Bilionário. CEO da American Group. Trinta e dois anos. Extremamente inteligente (tenho que admitir). E segundo 99,9% das pessoas do escritório, extremamente intimidador. Não eu claro. Para mim ele era extremamente irritável. Simplesmente entrei correndo pelo saguão da empresa. Gritei um “bom dia” apressado para Beatriz que estava na recepção. Eu sabia muito bem o que me esperava. Quando cheguei ofegante na porta do escritório fui recebida com a cara amarrada de Nathan. Tentei me ajeitar para pelo menos parecer uma funcionária minimamente profissional. O problema? Eu estava quinze minutos atrasada. De novo. Não era totalmente culpa minha. Tudo bem… talvez fosse um pouco. Talvez muito. Mas não era culpa minha o trânsito estar infernal aquela hora. A conspiração doentia do meu despertador. E o café que resolveu derramar em minha camisa cinco minutos antes de sair de casa. Bem... talvez o último fosse culpa minha. Mas tudo isso era irrelevante porque à minha frente Nathan estava com os braços cruzados olhando diretamente para mim. Com a expressão de que eu fui o maior erro administrativo de sua carreira. E talvez eu fosse mesmo. — Quinze minutos — disse olhando para aquele relógio que valia mais do que o meu salário anual. — De novo. Passei a mão no cabelo tentando parecer minimamente arrumada depois da minha corrida. — Bem... tecnicamente foram quatorze minutos e meio. — Olhei para meu relógio que nem funcionava. Ele ergueu uma sobrancelha. Com a expressão que dizia claramente: “Você realmente disse isso?” — Até onde sei o seu relógio está parado há mais de um mês. Olhei para o meu pulso. — É… mas eu sei que não chegou a quinze. Nathan me olhou incrédulo. Aquela não era a primeira vez que tivemos essa conversa essa semana. E era apenas quarta-feira. Ele caminhou devagar até sua mesa. Eu não podia negar que ele era muito elegante. E... Bem... Aquela bunda. Meu Deus. Balancei a cabeça rapidamente. Não. Eu definitivamente não estava avaliando a bunda do meu chefe às sete e quinze da manhã. Ele virou com a maior tranquilidade do mundo e me encarou. — Posso saber a desculpa de hoje? — perguntou com a cara de quem já tinha ouvido todas as desculpas do mundo. — Quer a verdade? Nathan cruzou os braços, levantou uma sobrancelha e me encarou. — Surpreenda-me. Respirei fundo. — Bem... digamos que meu despertador está em uma conspiração contra mim. — disse gesticulando. — O trânsito estava terrível... Ele coçou a testa com os olhos fechados. — O trânsito sempre está um caos às sete da manhã. — Exatamente. — apontei para ele. — Então tecnicamente não foi culpa minha. Foi culpa da cidade. Ele respirou fundo. — E teve também o café que claramente tentou me matar. Ele abriu os olhos novamente. — Um café... tentou te matar... Me olhou incrédulo. Como se aquilo fosse a coisa mais absurda. — Sim. Estou psicologicamente abalada até agora. Balancei a cabeça afirmativamente. — Ele virou em cima de mim em uma tentativa clara de me machucar. Nathan passou a mão pelo rosto devagar, como se estivesse reconsiderando todas as decisões que o levaram até aquele momento. — Impressionante. — Eu sei. — Em uma única frase você conseguiu culpar um despertador, um café e o planejamento urbano. Sorri, um pouco orgulhosa. — Tenho talento. Ele me olhou friamente. — Agora me diga exatamente por que você ainda trabalha aqui? Pisquei. Era uma ótima pergunta. — Porque sou extremamente competente. Falei me sentindo confiante. Ele riu. — Competente? Hoje ainda é quarta e você chegou atrasada duas vezes só essa semana. Levantou o dedo contando. — Derrubou café em um relatório importante. Outro dedo. — E discutiu com o diretor financeiro sobre... — ele olhou para um papel na mesa — o preço abusivo dos lanches na máquina. — Em minha defesa, aquilo era praticamente um crime. Nathan ignorou. — Então eu pergunto novamente... — ele cruzou os braços — por que você ainda trabalha aqui? Abri a boca para responder mas ele me interrompeu. — Esquece isso. Nunca leva a nada. Disse impaciente. — Agora vá se preparar porque a reunião é em quarenta e cinco minutos. Olhei os documentos. Investidores internacionais. Contrato de expansão. Muito dinheiro envolvido. — Oh — murmurei. Nathan apoiou as mãos na mesa. — Esses investidores estão considerando fechar o maior contrato da empresa nos últimos cinco anos. Assenti lentamente. — Sem pressão então. — Muita pressão. Ele apontou para mim. — E por isso eu preciso que você faça uma coisa muito simples hoje. Inclinei a cabeça. — Sim? Nathan respirou fundo. — Não cause nenhum problema. Fiquei em silêncio por alguns segundos. — Você percebe que isso é uma expectativa extremamente alta para uma quarta-feira. — Lily. — Estou sendo honesta. — Lily. — Tá bom, tá bom. Levantei as mãos em rendição. — Prometo me comportar perfeitamente. Nathan estreitou os olhos. — Isso não me tranquiliza nem um pouco. Sorri. — Confie em mim. Ele suspirou. — Esse é exatamente o problema. Eu sorri confiante. Porque, na minha experiência… toda vez que eu prometia não causar problemas, algo catastrófico acontecia.Voltei para casa no fim da tarde. Mais calma. Ou tentando me convencer de que estava. As palavras do Rodrigo ainda ecoavam na minha cabeça. "Talvez o contrato só tenha dado a vocês uma desculpa para se conhecerem." Droga. O problema era que fazia sentido. Muito sentido. Abri a porta do apartamento. Silêncio. Nathan ainda não tinha voltado. Soltei o ar devagar. Talvez fosse bom. Eu precisava de alguns minutos para reorganizar a bagunça que existia dentro da minha cabeça. Troquei de roupa. Prendi o cabelo. Decidi fazer café. Não porque queria. Porque precisava ocupar as mãos. A cafeteira terminou de passar exatamente quando ouvi a fechadura girar. Meu coração respondeu antes da minha razão. Nathan entrou. Terno um pouco amarrotado. Gravata afrouxada. A pasta na mão. Ele levantou os olhos. Sorriu de leve quando me viu. — Oi. Era só uma palavra. Mas, por algum motivo... pareceu diferente. — Oi. Ele deixou a pasta sobre o sofá. — Seu passeio foi bom? Sorri
Acordei estranhamente... leve. O que era suspeito. Muito suspeito. Porque pessoas que beijavam o próprio chefe numa festa de empresários normalmente não acordavam leves. Acordavam em pânico. Ou fugindo do país. Levantei. Olhei meu celular. 09h17. Uma mensagem. Claro. Rodrigo. Abri. ·Rodrigo: Está viva? Revirei os olhos. Nem respondi. Outra mensagem chegou imediatamente. ·Isso não respondeu minha pergunta. Outra. ·Ou o CEO te sequestrou emocionalmente? Outra. ·PISCA DUAS VEZES SE PRECISAR DE AJUDA. Sorri sem querer. Comecei a digitar. Lily: ·Bom dia pra você também. A resposta veio em segundos. Rodrigo: ·ENCONTRO. ·AGORA. ·Eu preciso das fofocas. ·Cientificamente. Ri baixo. Lily: ·Não aconteceu nada. Os três pontinhos apareceram. Sumiram. Voltaram. Rodrigo: ·Você acabou de mentir. ·Eu senti daqui. ... Uma hora depois... Estávamos sentados numa cafeteria. Rodrigo já tinha um cappuccino. Um pedaço enorme de torta. E aquela expressão de jorn
O caminho até em casa passou rápido. Rápido demais. Talvez porque nenhum dos dois tivesse coragem de tocar no assunto outra vez. Talvez porque, se tocasse... alguma coisa mudaria para sempre. Nathan estacionou na garagem. Desligou o carro. Silêncio. De novo. Mas agora... aquele silêncio parecia cheio de palavras. Desafivelamos o cinto quase ao mesmo tempo. Abri a porta. Saí. O ar fresco da noite bateu no rosto. Precisava. Meu cérebro estava superaquecido. Nathan caminhou ao meu lado até o elevador. Nenhum dos dois falou. A porta se abriu. Entramos. Só nós. O elevador começou a subir. Olhei para os números. Um. Dois. Três. Qualquer lugar. Menos para ele. Porque eu sabia... se olhasse... ia lembrar do beijo. Como se meu cérebro precisasse de ajuda. A voz dele veio baixa. — Você está me evitando. Olhei imediatamente. — Não estou. — Está. — Não estou. Ele arqueou uma sobrancelha. — Você acabou de passar quarenta segundos olhando para o painel do ele
Quando voltamos para a mesa... eu ainda não sabia respirar direito. Meu coração também não. Nathan caminhava ao meu lado. A postura impecável. As mãos nos bolsos. A expressão serena. Mentiroso. Eu tinha acabado de beijá-lo. De verdade. E ele estava andando como se tivesse apenas ido buscar água. Olhei discretamente para ele. Ele fez exatamente a mesma coisa. Nossos olhares se encontraram. Por menos de um segundo. Foi suficiente. Os dois desviaram ao mesmo tempo. — Controle-se — murmurei sem mover muito os lábios. — Estou controlado. — Não parece. — Você também não. Revirei os olhos. — A culpa é sua. — Discordo. — Claro que discorda. Chegamos à mesa. O investidor internacional sorriu imediatamente. — Ah... aí estão os noivos. Sorri. Automaticamente. Já estava ficando perigoso o quão natural aquilo saía. Nathan puxou minha cadeira. Esperei. Olhei para ele. — Obrigada. — Sempre. Meu coração resolveu trabalhar em dobro. Laura observava tudo da mesa ao





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