Mundo ficciónIniciar sesión— Eu também tenho condições — falei, cruzando os braços.
Nathan nem levantou os olhos. — Isso não é uma negociação, Lily. Dei um "chega pra lá" educadamente em Nathan — Vou acrescentar algumas cláusulas essenciais. — Eu tenho medo dessa palavra vindo de você. Sorri. — Você deveria. Comecei a escrever. 11. A Parte B (Nathan) está proibida de usar aquele olhar julgador em público, especialmente quando a Parte A (eu) estiver apenas existindo. — Isso é ridículo — ele disse, finalmente levantando os olhos. — Não é — respondi, sem nem olhar pra ele enquanto escrevia. — É essencial. 12. A Parte B não pode, sob nenhuma circunstância, usar frases como: “Eu avisei” ou “Isso era óbvio” Penalidade: silêncio constrangedor + desprezo emocional. Nathan soltou uma risada curta, sem humor. — Isso aqui não tem validade legal nenhuma. Ele me encarou. Ignorei completamente. 13. A Parte A tem direito de mudar de ideia sem aviso prévio. Isso não configura contradição. Configura evolução. — Isso não faz sentido — ele disse. Parei de escrever. Olhei pra ele. Devagar. — Você quer mesmo continuar usando essa frase? Silêncio. Ele fechou a boca. 14. A Parte B deve concordar com qualquer história inventada pela Parte A em público. Sem questionamentos. Sem expressões faciais suspeitas. — Não vou entrar nas suas mentiras. Cruzou os braços. — Você já está na maior delas.— lembrei 15. A Parte A pode usar apelidos em público sem sofrer interrupções ou olhares de desaprovação. — Você não está nem louca. dei um sorriso de canto. 16. A Parte B deve segurar a mão da Parte A espontaneamente em eventos sociais. Mesmo que isso o deixe desconfortável. Nathan passou a mão no rosto. 17. A Parte A tem direito a um elogio por evento. E não pode ser algo genérico como “você está… aceitável”. — Aí você já está passando dos limites. — Calma eu já estou acabando. 18. A Parte A pode invadir o espaço pessoal da Parte B sempre que necessário para manter a farsa… ou por motivos pessoais. Ele me olhou. — Quais motivos pessoais? Dei de ombros. — Nunca se sabe . 19. Caso a Parte A tropece, a Parte B deve segurá-la. Mesmo que ela não esteja caindo de verdade. — Você vai fingir tropeçar, não vai? — Eu não preciso fingir. Isso é quase certo que vai acontecer . 20. A Parte B deve defender a Parte A, mesmo quando ela estiver claramente errada. Especialmente nesses casos. — Estou considerando desistir do contrato com os estrangeiros e acabar com isso. revirei os olhos. — Só mais uma. 21. A Parte B não pode reclamar de nenhuma dessas cláusulas depois de assinar. Silêncio. Nathan ficou olhando para o contrato. Então ele se inclinou na cadeira, me observando. — Terminou? Sorri, satisfeita. — Sim!. Ele respirou fundo. Mandou o arquivo para impressão. Assim que ficaram prontos ele veio com o papel e uma caneta chique tipo aquelas que valem o meu salário. Ele respirou fundo. me encarou E assinou. Devagar. Como alguém que sabe exatamente que acabou de tomar a pior decisão da própria vida. Sorri. — Relaxa. Isso vai dar muito certo. Pausa. — Ou muito errado. Observei a assinatura. Bonita. Elegante. Irritantemente perfeita. — Pronto — disse ele. Peguei o papel. Olhei. Depois olhei pra ele. — Então agora é oficial? — Não. — Não? — Continua sendo uma péssima ideia. Sorri. — Mas agora é uma péssima oficial. Nathan ignorou. — Temos sete dias até o jantar. Ele cruzou os braços. — E até lá, você vai aprender a agir como uma pessoa minimamente confiável. — Isso parece um ataque pessoal. — É um fato. Suspirei. — E o que exatamente você espera? Nathan começou a listar nos dedos. — Você não vai inventar histórias. — Difícil. — Não vai se contradizer. — Mais difícil. — E não vai me chamar de “amorzinho” e nenhuma coisa idiota em público. Fiz uma pausa. — Não posso prometer isso. Ele fechou os olhos por um segundo. — Lily… Inclinei a cabeça. — Sim, querido? Ele abriu os olhos devagar. — Não faça isso. Sorri. — Já estou entrando no personagem. Nathan passou a mão no rosto. — Eu vou me arrepender disso. Isso era um fato que não poderia negar — Eu devia ter te demitido no primeiro dia. — E perder tudo isso? Fiz um gesto amplo com a mão, apontando para mim. — Seria um desperdício. Ele me encarou por alguns segundos. E, pela primeira vez… quase sorriu.






