Eu cometi um erro.
Não era a primeira vez que essa frase rondava meus pensamentos, mas, naquele dia, ela ecoava com mais peso. Um erro não por maldade — nunca foi por maldade —, mas por ego, por covardia, talvez. Levar a Sara pra dentro do casarão foi uma escolha estúpida. E, no fundo, eu sabia.
Ela não gritou, não fez escândalo, não me olhou com raiva. Só com uma tristeza silenciosa que me perseguiu desde então.
Sara não tinha culpa. Ela chegou animada, curiosa, e no início talvez tenha acr