A mansão estava iluminada como sempre, mas havia algo errado no ar quando o carro atravessou os portões. Não era calma. Era contenção. Os seguranças falaram baixo entre si, rápidos demais, e quando a porta se abriu eu ainda estava a tentar organizar o corpo, o cabelo desalinhado, o vestido amarrotado, a adrenalina a vibrar-me nas mãos.
Matteo já estava à porta.
Não entrou em pânico.
Não correu.
Ficou imóvel, os ombros rígidos, os olhos a percorrerem-me com precisão clínica. Demorou-se demasi