O eco do tiro ainda vibrava no galpão.
Alto.
Brutal.
Impossível de ignorar.
Por um segundo…
Ninguém se moveu.
Ninguém respirou direito.
Helena manteve os olhos fechados.
O coração disparado.
As mãos tremendo.
— Lorenzo…?
A voz saiu baixa.
Quase um sussurro.
Carregado de medo.
Nenhuma resposta imediata.
O silêncio se arrastou.
Pesado.
Insuportável.
Então—
Um som.
Um corpo caindo.
Helena abriu os olhos rapidamente.
A respiração presa.
E o mundo dela parou.
Lorenzo estava de pé.
Mas não sozinho.
À