O silêncio dentro do galpão era sufocante.
Mas não era vazio.
Era carregado.
De tensão.
De raiva.
De algo prestes a explodir.
Helena estava ali.
A poucos metros.
Amarrada.
Mas viva.
E para Lorenzo…
Aquilo era tudo que importava.
— Solta ela.
A voz dele saiu firme.
Baixa.
Mas perigosa.
Os homens ao redor apertaram o cerco.
Segurando ele com mais força.
Vittorio De Luca apenas observava.
Calmo.
Como se estivesse assistindo a um jogo.
— Você sempre foi direto — disse ele.
— Sempre impaciente.
Lore