O som dos aplausos ainda ecoava no salão iluminado por luzes douradas quando tudo congelou.
Anyellen sorria, de mãos dadas com Miguel, enquanto uma nova placa era revelada na entrada do pavilhão da ONG, agora nomeada em homenagem às crianças que venceram. O momento era de celebração, de esperança, de reconstrução.
Mas a esperança, às vezes, atrai os fantasmas que não sabem morrer.
Um grito.
Um disparo abafado.
E o tempo parou.
— MIGUEL! — a voz de Anyellen cortou o ar como uma lâmina invisível