A manhã parecia comum.
Crianças correndo pela ONG, tintas abertas, cheiro de café misturado com o de madeira antiga e vozes cruzando os corredores.
Mas Anyellen sentiu no ar, antes mesmo de vê-lo.
Como quem sente uma corrente de vento diferente antes da chuva.
Uma presença que não era esperada.
Nem bem-vinda.
— Any...
A voz masculina cortou o pátio com um tom ensaiado de doçura — quanto tempo, hein?
Ela se virou devagar.
E lá estava ele. Caio.
Mesmo sorriso, mesmo olhar.
Mas algo nele tinha m