As flores ainda estavam sobre a escrivaninha quando Isadora acordou naquela manhã. Não as jogou fora. Também não as admirou. Estavam ali como um lembrete constante de que a linha entre ódio e desejo era mais fina do que qualquer regra moral que ela tentasse impor a si mesma.
Enquanto se vestia para mais um dia de trabalho na empresa de Lorenzo, algo nela gritava que precisava de distância. Distância de tudo que tinha olhos verdes e voz baixa demais para ser ignorada.
No caminho até o escritório