O silêncio do café da manhã era tenso, como sempre. Isadora mexia o café lentamente, fingindo não perceber o olhar fixo de Lorenzo sobre ela. Desde a noite em que ele a obrigou a dividir o quarto, tudo estava em suspensão, como se vivessem em uma bomba-relógio.
— Hoje à noite temos um evento. — ele disse, finalmente.
Ela ergueu os olhos.
— “Temos”?
— Um jantar beneficente. Repleto de figurões do mercado financeiro e da alta sociedade. Você vai comigo.
Ela pousou a xícara com cuidado.
— Não sou