Ela apareceu numa manhã cinzenta, daquelas em que a casa parece ainda maior, ainda mais silenciosa.
Eu estava na sala de estar, revisando convites de um evento beneficente, quando ouvi o som incomum da campainha. Não era o toque discreto usado pelos empregados nem o aviso interno de visitas esperadas. Era direto. Impaciente.
A governanta entrou segundos depois, visivelmente tensa.
— Senhora… há uma mulher pedindo para ver o senhor Alessandro.
Levantei o olhar devagar.
— Ela tem nome?