Era fim de tarde. Eu estava no corredor, a bandeja de chá nas mãos, quando ouvi a voz dele vinda do escritório.
Baixa. Tensa.
— Não. Ela não pode saber disso.
Meu passo hesitou.
— Não agora — continuou ele. — Nunca foi parte do acordo.
Meu coração acelerou.
Aproximei-me da porta entreaberta. Alessandro estava sentado, a perna estendida, o telefone pressionado contra o ouvido. O rosto que eu havia aprendido a ler nos últimos dias estava fechado, frio — o mesmo homem que comandava de