Acordei com o corpo dele se mexendo de forma estranha ao meu lado.
No começo achei que fosse dor. A perna machucada ainda o incomodava à noite. Mas então ouvi sua respiração — irregular, pesada, como se estivesse correndo de algo que eu não podia ver.
— Não… — ele murmurou. — Matteo, não entra aí…
Meu corpo ficou alerta imediatamente.
Virei-me para ele. O rosto estava contraído, a testa suada, a mandíbula travada. As mãos fechavam e abriam o lençol como se estivessem agarrando o ar.
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