O silêncio entre nós era ensurdecedor.
Eu ainda estava contra a parede, o corpo dele ainda bloqueando o caminho, a respiração pesada, os olhos escuros fixos nos meus.
"Eu posso foder você aqui. E agora."
A frase ecoava. Doía. Queimava. Era como se ele tivesse jogado um balde de água gelada em mim, mas ao mesmo tempo, o fogo continuava ali, ardendo, se recusando a apagar.
Eu não conseguia falar. Não conseguia pensar. Só conseguia sentir — a raiva, a humilhação, o desejo. Todos misturados numa co