CAPÍTULO 45

O elevador desceu em silêncio.

Eu estava encostada na parede de metal, os olhos fechados, a respiração ainda irregular. As lágrimas tinham secado no meu rosto, mas o ardor ainda estava ali. Aquele nó na garganta que se recusava a desaparecer.

Victor.

A briga.

As palavras.

"Eu posso foder você aqui. E agora."

Eu tremia. Não de frio. De raiva. De desejo. De confusão. Todas aquelas coisas que eu não queria sentir, mas que insistiam em ficar.

O elevador parou. As portas se abriram.

O saguão do préd
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