O elevador desceu em silêncio.
Eu estava encostada na parede de metal, os olhos fechados, a respiração ainda irregular. As lágrimas tinham secado no meu rosto, mas o ardor ainda estava ali. Aquele nó na garganta que se recusava a desaparecer.
Victor.
A briga.
As palavras.
"Eu posso foder você aqui. E agora."
Eu tremia. Não de frio. De raiva. De desejo. De confusão. Todas aquelas coisas que eu não queria sentir, mas que insistiam em ficar.
O elevador parou. As portas se abriram.
O saguão do préd