A porta bateu atrás de mim quando Rafael saiu. Não foi um barulho alto. Foi definitivo. O som de algo que se fechava. O som de algo que começava.
Fiquei parada, olhando para a porta de madeira, o coração batendo acelerado. O escritório estava silencioso. A luz entrava pela janela, quente, dourada, completamente indiferente ao turbilhão dentro de mim.
E foi quando veio ligação de Victor. A voz dele. O gelo. A raiva.
Respirei fundo e apertei o telefone na mão, ainda tentando entender o tom de Vic